MIASTENIA GRAVIS

O QUE É MISTENIA GRAVIS ?

A Mistenia Gravis é uma doença causada por uma falha do sistema imunológico do organismo que acaba por dificultar a contração dos músculos.

É como se os estímulos dos nervos que levam a contração dos músculos não conseguissem chegar até eles. 

Os pacientes com esta doença tem principalmente fraqueza muscular. 

Por ser uma doença do sistema imune, a causa é muitas vezes desconhecida. Entretanto exite um tipo de tumor (Timoma) ou falha de um órgão do sistema imune (o Timo) que pode estar ligado ao aparecimento e piora desta doença.

Há várias formas desta doença se manifestar, sendo que um dos sinais é a dificuldade em manter os olhos (pálpebras) totalmente abertos. Outra forma é mais generalizada e chega até a dificultar a respiração.

Esta doença costuma acometer mais mulheres que homens, manifestando-se principalmente na segunda e terceira décadas de vida nas mulheres e mais tarde nos homens.

Não é uma doença comum, sendo que cerca de 1 a cada 10.000 pessoas apresentam sintomas compatíveis.

É uma doença que habitualmente não tem cura mas tem tratamentos muito eficazes.
Como é feito o diagnóstico?

Como para a maioria das doenças, o diagnóstico inicia-se com a história clínica e exame físico. 

Na suspeita de miastenia, há dois exames que podem confirmar o diagnóstico: um exame de sangue (pesquisa de anticorpos) e um exame de estimulação dos músculos (eletroneuromiografia).

Como existe a possibilidade de um tumor do Timo (Timoma) estar relacionado à miastenia gravis, a realização de uma tomografia de tórax é bem importante. 

Como o Timo faz parte do sistema imune e está localizado no mediastino (uma região do tórax entre os dois pulmões), este exame pode ajudar muito no diagnóstico.

O Timo costuma desaparecer no início da vida adulta, no entanto, a sua persitência pode estar relacionada a doenças.

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E como é o tratamento?

O tratamento depende do correto diagnóstico da doença. É preciso saber exatamente o que está acontecendo para poder oferecer o tratamento mais adequado.

Na maioria dos pacientes, o tratamento consiste em utilizar medicamentos que atuam nesta passagem do estímulo nervoso para os músculos.

Pode envolver também a utilização de medicamentos injetáveis e a própria retirada de anticorpos doentes do sangue.

Para os pacientes que apresentem o tumor do Timo (timoma) ou para aqueles em que o tratamento clínico não está mais fazendo o efeito desejado, a retirada do Timo ou do seu remanescente através da cirurgia robótica tem sido a principal forma de tratamento.

Importante sempre levar em conta a melhor evidência científica disponível e a individualização do tratamento de acordo com as características de cada paciente.

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Prof. Dr. Juliano Mendes de Souza - Cirurgião Torácico e Cardiovascular - CRM 18876-PR - RQE 14023 e 17346 / CURITIBA - Paraná
email: julianomendes.dr@gmail.com